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Gleciara Ramos promove visitas guiadas e contação de histórias na exposição “Iramaia e o Encontro das Águas”

Gleciara Ramos promove visitas guiadas e contação de histórias na exposição “Iramaia e o Encontro das Águas”

O público que visita o Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador, poderá participar, todos os domingos, às 15h, de visitas guiadas com contação de histórias conduzidas pela artista visual e escritora Gleciara Ramos. A atividade integra a programação da exposição “Iramaia e o Encontro das Águas”, em cartaz até o dia 19 de julho, com entrada gratuita.

Durante os encontros, a artista compartilha detalhes de seu processo criativo e apresenta os 13 contos que compõem a obra, inspirados em mitos amazônicos relacionados à Lua. A mostra reúne instalações de bordados e tecituras, além de um livro e um documentário produzidos a partir de uma pesquisa realizada ao longo de oito anos entre a Amazônia brasileira, os Andes peruanos e a Bahia.

Segundo Gleciara Ramos, o projeto busca valorizar saberes ancestrais e destacar a relevância das tecnologias tradicionais na contemporaneidade.

“Este conhecimento construído e tecido ancestralmente dialoga profundamente com a contemporaneidade ao trazer os bordados para dentro dos museus. As tessituras contam histórias de avós, tataravós e mães ancestrais que colocam a vida no centro das coletividades”, afirma.

A exposição apresenta sete instalações intituladas “Roupas da Terra”, compostas por bordados e tecituras que funcionam como espaços simbólicos de acolhimento e conexão entre diferentes culturas. O público também poderá conferir 13 contos bordados sobre a Lua, que deram origem ao livro “Jacy Waurá (Espelhos da Lua)”, uma das obras que integram o projeto.

O livro “Iramaia e o Encontro das Águas” reúne duas publicações em um único volume: “Jacy Waurá (Espelhos da Lua)” e “Jacy Epóma (Escutas da Lua)”. O nome Iramaia significa “Abelha Rainha” em tupi e simboliza a força coletiva do feminino e a continuidade da vida.

Inspirada pela frase “As fronteiras são feitas de medo?”, da artista paulistana Eneri, Gleciara explica que o conceito do “Encontro das Águas” propõe o diálogo e a aproximação entre culturas originárias.

“A proposta é o acolhimento e o encontro entre as culturas originárias, maternas, reforçando uma fraternidade possível e real”, destaca.

A oitava instalação da mostra é uma videoinstalação que exibe o documentário “Pachamama, a mãe do Tempo e Espaço, que nos ensina a tecer nossas Roupas da Terra”. O filme reúne imagens captadas pelo cinegrafista e cineclubista Sérgio Zumby durante expedições realizadas na Amazônia e nos Andes peruanos.

Natural do Rio de Janeiro, Gleciara Ramos vive em Salvador desde 1989. Formada pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a artista desenvolve pesquisas relacionadas às cosmogonias indígenas, memória ancestral e narrativas femininas. Seu trabalho já foi apresentado em exposições no Brasil e em Portugal.

c044353b-57be-4f41-bc38-d480fbab43b5-1024x868 Gleciara Ramos promove visitas guiadas e contação de histórias na exposição “Iramaia e o Encontro das Águas”

Serviço

Visita guiada e contação de histórias com Gleciara Ramos
Exposição: “Iramaia e o Encontro das Águas”
Quando: Todos os domingos, às 15h
Onde: Museu de Arte da Bahia (MAB) – Galeria Jardins, Corredor da Vitória, Salvador
Visitação da exposição: até 19 de julho de 2026, de terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Livro: R$ 125

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Jornalista formado pela UNIBAHIA, com mais de 10 anos de experiência e passagens por veículos como Rádio Educadora, Jornal A Tarde, Rádio Excelsior, Política Ao Vívo e outros.