Professor Diego Copque lança 2ª edição do livro “Do Joanes ao Jacuípe” em Camaçari
O professor e historiador Diego Copque lança, no próximo dia 21 de março, às 10h, a segunda edição revista e ampliada do livro “Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”. O evento acontece no Teatro e Foyer da Cidade do Saber, em Camaçari, com entrada gratuita.
A programação também inclui a exibição do documentário “Do Joanes ao Pojuca: narrando a história de Camaçari”. A atividade integra as celebrações do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, reforçando o debate sobre memória, identidade e resistência na região do Recôncavo baiano.
O livro aborda temas como ancestralidade, protagonismo indígena e afro-brasileiro, formação territorial e processos de resistência, oferecendo novas perspectivas sobre a história local. Sua capa destaca a imagem de Maria Catarina de Jesus, atualmente com 106 anos, considerada um símbolo de resistência e ancestralidade.
Nova edição ampliada
Lançado originalmente em 2021, o livro retorna agora em uma edição revisada e ampliada, trazendo mais de 250 páginas de conteúdo inédito. Com 608 páginas ao todo, a obra aprofunda o estudo sobre as disputas territoriais, conflitos sociais e processos históricos que marcaram a formação da região conhecida como Recôncavo Norte da Bahia, especialmente na área da antiga gleba de Camaçari.
A pesquisa destaca episódios de resistência protagonizados por povos indígenas, africanos escravizados e seus descendentes, que enfrentaram a expropriação de terras e as tensões impostas pelo processo de colonização portuguesa.
Nos antigos aldeamentos indígenas, por exemplo, eram frequentes as fugas para áreas de mata fechada. Em diversos momentos, indígenas aldeados estabeleceram alianças com negros escravizados, criando novas formas de resistência e sobrevivência.
A obra relata que a cidade de Camaçari foi palco de intensas disputas ao longo dos séculos. A presença de engenhos de açúcar, alambiques e plantações de algodão tornou o território um importante centro econômico colonial, mas também um espaço marcado por conflitos e revoltas.
Essas tensões contribuíram para o surgimento de quilombos e comunidades autônomas, resultado das lutas travadas por indígenas e negros escravizados na região.

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