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Aumento abusivo no IPTU gera revolta de moradores contra prefeita de Lauro

Aumento abusivo no IPTU gera revolta de moradores contra prefeita de Lauro

IMG_4558 Aumento abusivo no IPTU gera revolta de moradores contra prefeita de Lauro

A Prefeitura de Lauro de Freitas passou a adotar novos valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir de 2026. O reajuste, proposto pela prefeita Débora Regis (União Brasil) ainda no primeiro ano de mandato, em 2025, foi aprovado pela Câmara Municipal em caráter de urgência e sem discussões e passou a entrar em vigor neste ano, provocando forte insatisfação entre moradores do município.

De acordo com nota de repúdio divulgada pela Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) — um dos bairros mais impactados pela medida — o aumento do imposto variou entre 15% e 60% em relação a 2025. A entidade classifica o reajuste como “abusivo, insensível e contrário aos interesses da população”, destacando que os percentuais superam de forma significativa os índices oficiais de inflação do ano passado, que fecharam em 4,26%.

Na avaliação da Amova, a Prefeitura e a Câmara Municipal precisam rever os critérios utilizados no cálculo do tributo e apresentar uma correção considerada justa. “Defendemos que o reajuste seja limitado à inflação, de forma a evitar que o IPTU se transforme em um instrumento de exclusão social e de ameaça ao direito à moradia”, afirma a associação.

Casos concretos reforçam a insatisfação dos contribuintes. Um morador de Vilas do Atlântico ouvido pela reportagem relatou que pagou R$ 2.680 de IPTU em 2025 e passou a desembolsar R$ 4.248 em 2026, o que representa um aumento de 58,5%.

Diante do cenário, moradores da localidade convocaram uma assembleia para discutir os impactos do reajuste. O encontro está marcado para esta terça-feira, às 19h, em Vilas do Atlântico. Também em manifestação publicada nas redes sociais, a Associação de Amigos e Moradores de Ipitanga (AMI) criticou a elevação do imposto e a falta de melhorias estruturais na região. Segundo a entidade, “enquanto o IPTU sobe, persistem problemas como ruas esburacadas, alagamentos, obra desordenada da orla de Ipitanga, abandono do Rio Sapato, falhas na rede de esgoto e a paralisação da obra do Parque Ecológico de Ipitanga”.

Em nota, a Secretaria Municipal da Fazenda de Lauro de Freitas (Sefaz) informou que o reajuste do IPTU foi aplicado com base em uma correção monetária vinculada à inflação. A pasta acrescentou que o valor do imposto é calculado a partir de critérios técnicos, entre eles o valor venal dos imóveis.

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