Moradores protestam contra aumento do IPTU e organizam abaixo-assinado em Lauro de Freitas
Moradores de Lauro de Freitas realizaram, na manhã deste domingo (1º), um protesto no Arco de Vilas, em Lauro de Freitas, contra o aumento considerado abusivo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A mobilização foi convocada pela Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) e reuniu dezenas de apoiadores que criticam os novos valores aplicados pela Prefeitura.
Durante o ato, os manifestantes denunciaram reajustes que, segundo eles, ultrapassam a capacidade de pagamento de muitas famílias e não foram acompanhados de ampla transparência ou debate público. Cartazes e falas reforçaram a insatisfação da comunidade, que aponta impactos diretos na população. Um abaixo assinado já reune mais de 4 mil assinaturas e segue em mobilização, pode ser assinado através deste link (acesse aqui).
Presente na mobilização, Gustavo Ferraz ressaltou o apoio dos diversos bairros ao movimento. “Representantes da Itinga, de Vilas, do Miragem, de Vida Mova e uma série de pessoas nos ajudando com essas assinaturas para que a gente tenha condição de a partir da semana que vem ingressar com uma ação judicial”, disse.
Prefeitura recua
Na noite do sábado (31), a prefeita Débora Regis anunciou a suspensão temporária da cobrança do imposto, alegando a existência de inconsistências técnicas no sistema responsável pelo cálculo do IPTU. A gestão municipal informou que a medida tem caráter preventivo e visa corrigir possíveis falhas antes da retomada dos pagamentos.
Apesar da suspensão, os moradores afirmam que o movimento seguirá mobilizado. A Amova está promovendo a coleta de assinaturas em um abaixo-assinado que deverá subsidiar uma ação judicial contra o aumento do imposto. A entidade defende que o reajuste seja revisto de forma definitiva e que a Prefeitura apresente critérios claros e acessíveis à população.
A associação também cobra a abertura de um canal de diálogo com o Executivo municipal, com a participação de representantes da sociedade civil, para discutir a política de arrecadação e a aplicação dos recursos públicos. Segundo os organizadores, novas mobilizações não estão descartadas caso não haja uma solução concreta para a demanda apresentada pelos moradores.
Share this content:


