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Saída de Coronel do PSD encerra impasse na esquerda e desloca atrito para direita; qual o futuro de Marcelo Nilo?

Saída de Coronel do PSD encerra impasse na esquerda e desloca atrito para direita; qual o futuro de Marcelo Nilo?

Nos bastidores da política baiana, o senador Angelo Coronel tem sido apontado como peça central em movimentos que tensionam diferentes campos do tabuleiro político. O recente anúncio de sua saída do PSD, com a possibilidade de filiação a um partido alinhado à direita, com destaque para o União Brasil, legenda liderada na Bahia pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo ACM Neto, provocou repercussões não apenas no campo do governo, mas também dentro do próprio bloco oposicionista.

A movimentação de Coronel contribui para encerrar o conflito em torno da formação da chapa majoritária da esquerda, mas, ao mesmo tempo, transfere o problema para a direita, onde o espaço político já é disputado por lideranças com compromissos previamente assumidos.

Com a eventual chegada do senador ao grupo, ACM Neto terá de redesenhar sua chapa majoritária, o que dificulta o cumprimento de acordos firmados anteriormente. Um dos principais afetados seria Marcelo Nilo, aliado histórico de Neto, que recebeu a promessa de apoio para uma candidatura ao Senado Federal pelo grupo oposicionista.

O cenário se torna ainda mais complexo diante da prioridade dada ao PL, comandado na Bahia pelo ex-ministro João Roma, considerado peça-chave nos acordos para a ocupação de uma das vagas ao Senado. Com o afunilamento das opções, a alternativa que se desenha para Marcelo Nilo seria, mais uma vez, uma tentativa de retorno à Câmara dos Deputados, reposicionando sua estratégia eleitoral diante do novo arranjo político.

Será que Nilo se conforma? 

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Jornalista formado pela UNIBAHIA, com mais de 10 anos de experiência e passagens por veículos como Rádio Educadora, Jornal A Tarde, Rádio Excelsior, Política Ao Vívo e outros.