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Entre tapas e beijos: um ano depois, Iemanjá sela a paz entre vice-prefeito e empresário

Entre tapas e beijos: um ano depois, Iemanjá sela a paz entre vice-prefeito e empresário

Um ano após protagonizarem uma discussão acalorada durante os festejos de Iemanjá em Lauro de Freitas, o empresário Teobaldo Costa e o vice-prefeito do município, Mateus Reis, voltaram a dividir o mesmo espaço, desta vez em clima de reconciliação. O reencontro aconteceu justamente no local onde ocorreu o embate, durante as celebrações em homenagem à Rainha do Mar, e terminou com registros fotográficos, troca de sorrisos e até buquê de flores oferecido em saudação à Orixá.

O episódio de 2025 ganhou grande repercussão à época por expor publicamente logo no início da gestão um racha político entre aliados históricos. A briga, presenciada por populares e amplamente comentada nos bastidores da política local, teria envolvido palavras de baixo calão e foi considerada um dos primeiros desgastes da então recém-empossada administração municipal. 

Neste ano, porém, o clima foi outro. Sob as bênçãos das águas de Iemanjá, ‘Teteu’ e ‘Tio Téo’ posaram para fotos em clima de cordialidade, em uma cena que chamou atenção de quem acompanhava a festa e rapidamente circulou nas redes sociais. O gesto foi interpretado por interlocutores políticos como um sinal de recomposição e maturidade política, em um momento em que o grupo busca unidade para enfrentar desafios administrativos e eleitorais e os desgastes envolvendo a gestão da prefeita Débora Regis. 

Quem acabou ficando em situação desconfortável foi o vereador Sapucaia. Durante a confusão do ano passado, o parlamentar saiu publicamente em defesa de Teobaldo Costa e chegou a desafiar Mateus Reis, elevando ainda mais a tensão do episódio. Agora, com a reconciliação selada, o discurso inflamado ficou no passado, levado, simbolicamente, pelas águas de Iemanjá.

Mateus Reis e Teobaldo Costa evitaram comentar o episódio antigo, preferindo destacar o clima de paz e espiritualidade da festa. Nos bastidores, no entanto, a avaliação é de que o reencontro representa mais do que um gesto simbólico: sinaliza uma tentativa de reorganização política e de alinhamento interno no grupo que sustenta a gestão municipal.

Se foi apenas um momentâneo amistoso ou uma paz duradoura, o tempo dirá. Por ora, ao menos neste 2 de fevereiro, as águas salgadas cumpriram seu papel: lavar mágoas e aproximar antigos desafetos.

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Jornalista formado pela UNIBAHIA, com mais de 10 anos de experiência e passagens por veículos como Rádio Educadora, Jornal A Tarde, Rádio Excelsior, Política Ao Vívo e outros.