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Escola do Quingoma cria primeira biblioteca antirracista da cidade

Escola do Quingoma cria primeira biblioteca antirracista da cidade

Implantada em um território quilombola, a Escola Municipal do Quingoma, em Lauro de Freitas (BA), inaugurou a sua primeira Biblioteca Antirracista do município, um marco na educação pública local voltado à promoção da igualdade, à valorização da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento ao racismo. 

O novo espaço foi criado a partir de uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e a Justiça do Trabalho, e é resultado de um trabalho pedagógico contínuo realizado ao longo do ano letivo com foco na equidade racial e na valorização da identidade negra no território quilombola onde a escola está inserida. 

Educação Antirracista

A biblioteca será oficialmente utilizada pelos estudantes no início do ano letivo de 2026, ampliando o acesso a livros e materiais que abordam a história da população negra, narrativas sobre identidade, ancestralidade, representatividade e referências como Nelson Mandela. 

Segundo a diretora da escola, Fernanda Sales, o espaço é a concretização de um projeto de enfrentamento ao racismo que faz parte do Projeto Político-Pedagógico da instituição. “Ganhar essa biblioteca é mais do que um sonho; é a materialização de toda uma história”, afirmou, destacando a importância do trabalho permanente com a temática antirracista, que já vinha fortalecendo a autoestima dos alunos e o respeito às identidades no dia a dia escolar. 

img_4801 Escola do Quingoma cria primeira biblioteca antirracista da cidade

A criação da biblioteca também foi impulsionada pela repercussão das atividades da escola nas redes sociais, que chamou a atenção da Justiça do Trabalho e resultou na doação de cerca de 80 exemplares de livros e itens de ambientação para o novo espaço. 

Para a coordenadora pedagógica Patrícia Alves, a biblioteca representa a consolidação de um trabalho coletivo: “Estar em um território quilombola e não trabalhar a identidade é negar a própria história do lugar”, afirmou, reforçando a importância de integrar a cultura local às práticas educacionais.  

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Jornalista formado pela UNIBAHIA, com mais de 10 anos de experiência e passagens por veículos como Rádio Educadora, Jornal A Tarde, Rádio Excelsior, Política Ao Vívo e outros.