Mesa de mulheres negras promove relançamento da Biblioteca Santa Bakhita, na Igreja do Rosário dos Pretos
Enquanto o Centro Histórico se movimenta com as atividades da Flipelô 2026, a literatura, memória e a resistência negra estarão no centro de um encontro que acontece neste sábado, 8 de agosto, às 14h, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, em Salvador. Intitulado “Palavras que Insurgem: Poesia, Literatura e a Pedagogia da Desobediência na Resistência Negra Baiana”, o evento marca o relançamento da Biblioteca Santa Bakhita e, sobretudo, propõe um chamamento à comunidade para ocupar, conhecer e fortalecer esse espaço.
A programação será realizada em formato de mesa literária, reunindo as escritoras Lourdes Santos, Thiffany Odara e Margarete Carvalho, com mediação do jornalista e escritor Felipe Fonseca. O encontro pretende criar um espaço de diálogo sobre a produção literária de mulheres negras, suas experiências e os diferentes modos pelos quais a palavra, a poesia e a literatura podem se transformar em instrumentos de resistência.
O encontro integra o projeto “Arquivo Vivo do Tempo: Literatura, Memória e Imagem nos Mais de 300 Anos da Irmandade dos Homens Pretos da Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo”, que tem entre suas ações a dinamização da Biblioteca Santa Bakhita.
Mais do que apresentar novamente uma biblioteca à comunidade, a atividade pretende reativar a relação entre o espaço e as pessoas que vivem, circulam e produzem cultura no território.
A Biblioteca Santa Bakhita
A Biblioteca Santa Bakhita integra a própria história da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e se insere em um ambiente que, por sua trajetória, já é um espaço de produção e preservação de conhecimento.
A proposta do relançamento é justamente fazer um convite: que a comunidade volte a ocupar a biblioteca, leia, participe das atividades, compartilhe histórias, produza conhecimento e reconheça aquele espaço como seu.
A realização da atividade dentro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos reforça ainda uma compreensão fundamental do projeto: a própria igreja é uma biblioteca viva.
Sua arquitetura, seus documentos, suas imagens, suas celebrações, suas irmandades, suas histórias e as memórias construídas ao longo de séculos formam um grande acervo cultural que ultrapassa as páginas dos livros.
É nesse sentido que a Biblioteca Santa Bakhita se apresenta como parte de um arquivo vivo do tempo. Um espaço onde a literatura pode dialogar com a história, a memória, a fotografia, a oralidade e as experiências da comunidade.
A iniciativa busca fortalecer a biblioteca como espaço de acesso à literatura, memória e cultura, promovendo atividades que aproximem a comunidade dos livros, da leitura e da produção cultural.
O projeto também reafirma a importância das políticas públicas de cultura para a preservação da memória e a democratização do acesso à produção cultural.
A iniciativa conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com recursos repassados pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura.
SERVIÇO
Evento: Palavras que Insurgem: Poesia, Literatura e a Pedagogia da Desobediência na Resistência Negra Baiana
Data: 8 de agosto de 2026
Horário: 14h
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Endereço: Largo do Pelourinho, s/n – Pelourinho, Salvador (BA)
Convidadas: Lourdes Santos, Thiffany Odara e Margarete Carvalho
Mediação: Felipe Fonseca
Projeto: Arquivo Vivo do Tempo – Biblioteca Santa Bakhita
Entrada: Gratuita
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