Única mulher na disputa ao Senado, Professora Delliana cresce em pesquisas e destaca pautas de trabalho
A Professora Delliana (PSOL) alcançou 7% das intenções de voto na disputa pelo Senado na Bahia, segundo pesquisa Real Time Big Data. O levantamento, realizado entre 23 e 26 de setembro, mostra crescimento da candidata em relação às rodadas anteriores, quando registrou 5% em agosto e 6% no início de setembro.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores baianos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-01777/2026. O levantamento considera o cenário consolidado dos dois votos para o Senado.
Professora da educação básica, negra e natural de Ubaitaba, no sul da Bahia, Delliana é a única mulher entre as candidaturas ao Senado no estado. A campanha tem destacado propostas relacionadas à educação, ao trabalho e à ampliação da representação de grupos historicamente sub-representados na política.
Entre as principais propostas apresentadas pela candidata estão a isenção do Imposto de Renda para professores da educação básica, a destinação de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública e a garantia de um terço da jornada dos docentes para planejamento pedagógico.
“A gente acredita, e é uma pauta nossa, que os professores da educação básica tenham uma isenção fiscal”, afirma Delliana, ao defender a medida como uma forma de reconhecer as condições de trabalho da categoria.
Na área trabalhista, a candidata defende o fim da escala 6×1, com jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários. A pauta está em discussão no Congresso Nacional.
Delliana também defende a taxação das grandes fortunas e mudanças na tributação de instituições financeiras. Sua campanha integra o Quilombo nos Parlamentos, iniciativa da Coalizão Negra por Direitos voltada à ampliação da presença negra nos espaços políticos.
Na reta final da campanha, a candidata afirma que pretende manter o foco em educação, direitos trabalhistas e representação política. “A gente continua falando a verdade, aquilo que a gente defende durante todos os períodos”, declarou.
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